Os PLCs foram introduzidos pela primeira vez na década de 1960, principalmente para substituir os relés eletromecânicos em sistemas de controle industrial. A General Motors foi uma das primeiras empresas a adotar essa tecnologia, com o objetivo de aumentar a flexibilidade e reduzir o tempo de reconfiguração das linhas de produção. Os primeiros PLCs eram relativamente simples, capazes de executar funções básicas de lógica sequencial.
Durante a década de 1970, os PLCs começaram a ganhar mais popularidade e sofisticação. A introdução de microprocessadores permitiu o desenvolvimento de PLCs mais poderosos e versáteis. Nessa época, surgiram os primeiros padrões de programação, como a Ladder Logic, que imitava os esquemas de relés elétricos, facilitando a transição para os engenheiros que estavam acostumados com os sistemas antigos.
Nos anos 1980, os PLCs se tornaram mais acessíveis e amplamente utilizados em várias indústrias. A conectividade e a comunicação entre dispositivos foram melhoradas, permitindo que os PLCs se integrassem em redes de controle distribuído. As melhorias nos softwares de programação também facilitaram o desenvolvimento e a manutenção dos sistemas de controle.
A década de 1990 trouxe uma verdadeira revolução digital para os PLCs. Com o avanço da tecnologia da informação, os PLCs começaram a incorporar funcionalidades como comunicação em rede, interfaces homem-máquina (HMIs) mais sofisticadas e capacidades de diagnóstico e monitoramento remoto. Protocolos de comunicação padrão, como o Modbus e o Profibus, tornaram-se comuns, facilitando a integração de diferentes dispositivos e sistemas.
No século 21, os PLCs continuaram a evoluir rapidamente, impulsionados pelas demandas da Indústria 4.0. A conectividade e a integração com sistemas de TI se tornaram fundamentais, permitindo a coleta e análise de grandes volumes de dados em tempo real. Os PLCs modernos são capazes de executar funções complexas de controle e automação, suportando algoritmos avançados e inteligência artificial.